Saúde e longevidade
O luto que ninguém vê: perdas afetivas na maturidade
Por Equipe do Podcast · 14 de maio de 2026 · 4 min de leitura

A partir de uma certa idade, perder pessoas vira algo recorrente. Pouca gente fala sobre o peso silencioso de despedidas que se acumulam.
"Eu já fui a tantos enterros que perdi a conta", disse uma convidada. Era uma frase passageira no meio da conversa, mas ficou.
A partir de uma certa idade, a frequência das perdas muda. Amigos de infância, colegas de trabalho, irmãos. Cada despedida abre uma janela que não se fecha igual.
O problema é que essas perdas, somadas, raramente são tratadas como o que são: um luto contínuo. A sociedade espera que a pessoa "se recomponha". Os mais jovens em volta nem sempre entendem o tamanho do que está acontecendo.
Falar sobre isso é o começo. Reconhecer o luto, dar nome, dar tempo. Procurar grupos, terapia, conversa de quintal. Não tratar a tristeza como falha.
Esse é um texto curto porque o assunto é grande demais para uma vez só. Vamos voltar.
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